segunda-feira, 12 de julho de 2010

fins.

Fim número um:

Recebi um e-mail, dizendo assim:
"Nao lembro se ja mostrei, mas foi pra ti que fiz. 

da jornada

Tu, tu viste mais.
Tu viste terras, homens e campo,

baías, frutos
, mulheres e crianças,
trabalho das mãos e das máquinas.
Cidades reais e imaginárias,
com faces reais, bocas reais, fomes reais.
Tu andaste a pé, viajante só
e no caminho as pedras (melancias, abóboras)
rolaram, caindo, quebrando - frágeis.

"Mas o coração continua", disse ele um dia,
páginas de um livro sujo
que todas nós lemos,
tantas e tantas vezes sem querer,
e que de ti pouco tinha e tu dele pouco leva.

Tu foste ainda mais longe do que permitiu tua alma
carregando o vento nos cachos
e dálias vermelhas no regaço
reabrindo veias (estradas)
que de tão virgens são macias, densa mata.

Tu foste com as cordas arregaçadas,
lamentando a partida
e evitando a chegada.
Correndo o mundo feito cão moscovita,
ovelha desbandada.
Brilhou pra ti o sol, última estrela asteca."
---

Adorei a sensibilidade da Júlia de falar assim de mim, e me trazer Drummond de presente. Fica, pra mim, a felicidade que 'tentei qualquer viagem'.
Ainda não matei saudade dela não, lá na América do Norte falando francês. Obrigada, linda.


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